Introdução

A criptografia remonta os tempos da antiga Grécia (480 AC), batalha das Termópilas, onde segundo a lenda Esparta foi informada da invasão por uma mensagem criptografada em argila. Atualmente, além da clássica utilização para fins militares, a criptografia tem um importante papel na era digital. Por meio dela que as transações comerciais ou bancárias realizadas na internet se tornam seguras.

As técnicas de criptografia consistem em transformar um arquivo ou documento em um formato que embora preserve a informação, seja inteligível (criptografada). Na transformação inversa, o arquivo ou documento retornar a sua forma original. Para garantir que a transformação inversa seja realizado somente por alguém autorizado, é utilizada chaves e senhas nas transformações.

Os métodos atuais de criptografia são fundamentados principalmente na matemática discreta (chave simétrica) e na teoria dos números (chave assimétrica). Estes algoritmos por se basearem em uma matemática elementar precisam ser extremamente complexos (algoritmos de chave simétrica), realizando muitas operações de bit a bit e permutações entre elementos vizinhos, ou possuir chaves muitos grandes (algoritmos assimétricos), atualmente uma chave segura para o algoritmo RSA deve possuir um tamanho entre 1024 á 2048 bits, para que sejam efetivos em esconder informação. Entretanto tanto a complexidade de um algoritmo quanto o tamanho de uma chave, apenas fazem com que informação seja escondida por um determinado período de tempo. Pois assim como o DES, algoritmo de criptografada muito usado nos anos 70 e 80, é apenas umas questão de tempo para que existam computadores capazes de rodar um algoritmo que quebre a criptografia deste algoritmo, atualmente existem muitas técnicas que permitem quebrar a criptografia da maioria dos algoritmos de criptografia usados hoje (entretanto o tempo que estes algoritmos levam para fazê-lo os tornam proibitivos de usá-los).

A Teoria do Caos para a física e a matemática é a hipótese que explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. Em sistemas dinâmicos complexos, determinados resultados podem ser “instáveis” no que diz respeito à evolução temporal como função de seus parâmetros e variáveis. Estes sistemas existem com relativa abundância em problemas físicos e químicos, e são governados por equações relativamente simples (de fácil implementação computacional). Pela instabilidade que o sistema possui, onde uma mínima variação nas condições iniciais produzem resultados completamente diferentes (resultando numa imprevisibilidade do sistema) torna-se interessante utilizá-los no uso de cifras.


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